Tristes tardes de domingo...



 

Nossa cidade vive tristes dias. Um museu a beira do Guaíba, reduziu drasticamente sua programação em virtude da queda de seus patrocínios. Dois belos espaços das artes,  verdadeiros coletivos urbanos que aglutinavam diversos artistas jovens, fecharam suas portas recentemente. As tradicionais galerias de artes, resistem a duras penas, com certamente baixíssimo rendimentos.

 

 

Dos espaços museais públicos, mais angustiante é a realidade. Um quase aos escombros, fechado por meses, hoje só abre por agendamento. Outro, o mais antigo do Estado, recorreu a realização de brechó para aferir alguma verba.

 

 

Um dos poucos e belos espaços culturais – Santander Cultural – fechou neste fim de semana, sua exposição Queermuseu – Cartografias da Diferença na Arte Brasileira, que apresentamos neste aqui: https://goo.gl/L7k7e1 e em nossas redes sociais. A mostra tinha curadoria de Gaudêncio Fidelis, experimentado agente cultural, com passagens por museus e bienais de arte e iria estar em cartaz até 08 de outubro. Possuía mais de 270 obras selecionadas, do século passado e do corrente, produzidas por 85 artistas.

 

 

Grupos vinculados a manifestações nada culturais, bradam que a exposição enaltece a homossexualidade, representando blasfêmia e fazendo apologia a zoofilia e pedofilia. Acredito que a diversidade artística é o mínimo que se pode esperar da criação humana. Questionar é o verbo mais audaz que qualquer artista pode conjugar com suas obras.

 

 

Aos que se ofendem com arte, proponho: criem, proponham novas ideias! É muito mais produtivo ao universo e a si próprio, do que vociferar contra a arte e tentar impor uma única visão do mundo. E lembrem-se: sempre haverá o outro e o amanhã, sempre!